Eu já sabia. Antes do jogo o hino tocava na TV e mandei um torpedo: 'meu time vai ganhar de novo'. Depois de colocar o Uruguai no bolso, todo otimismo é pouco.Não foi bem assim. O Paraguai veio que veio e Cabañas é o carrasco mais aborrecido do Brasil nos últimos anos: roliço e aparentemente hesitante, o camisa 10 do Paraguai deu o trabalho infernal de sempre, a ponto de derrubar Juan no drible e me assustar ao marcar primeiro: Elano pôs o pé na frente de uma bola fácil e nem Julio Cesar foi capaz de salvar o gol.
Silencio em São Paulo. Nem uma mosca. Só os motores lá fora. O Brasil faz um bom primeiro tempo, toca muito e finaliza muito. Faltou Nilmar. O menino entrou tímido e fez falta no bom conjunto. Robinho demorou, mas apareceu e, numa pernada exata e difícil, pôs uma reta nas redes de Justo Villar.
Silencio em São Paulo. Nem uma mosca. Nem um foguete. Ninguém mais torce pelo Brasil nesta terra? Recife abre um grito de estádio lotado pelos altofalantes no meio da sala. Robinho chupa o dedo. Vou pegar uma cerveja, feliz. Tempo.
O Brasil volta melhor, com Nilmar mais leve; e o jovem marcou, de novo sob silencio sepulcral de São Paulo. Mas melhor não foi o gol: foi a jogada do gol, com os dois jogadores, Nilmar e Robinho, oferecendo ao outro a oportunidade do gol. E não foi evento isolado: os jogadores trabalharam uns para os outros, sem preciosismo. E desta vez, havia gramado para Kaká correr.
Cereja do bolo, já perto do final, Lúcio, o Capitão mais feio do mundo, faz uma passagem inacreditavelmente rápida para o seu tamanho na ponta esquerda e Alexandre Pato erra, mas faltou pouco. O Recife faz o barulho que lhe marca: casa da Seleção. Torcedores fiéis, autos de resistência, os pernambucanos conhecem bom futebol.
Mario Avila gosta muito de ganhar duas vezes seguidas.

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ResponderExcluirEi, Mario, grande abraço, o Egito foi osso, não?
ResponderExcluirEi, Mario, um abraço, o Egito foi osso,não?
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