domingo, 21 de junho de 2009

Meu time ganhou seis vezes seguidas

Sem falsa modéstia, meu time ganhou seis vezes seguidas: do Peru, do Uruguai, do Paraguai, do Egito, dos Estados Unidos e da Itália. Fez 19 gols e levou 4. Nada mal, nada mal mesmo.

As três últimas vitórias estão associadas à permanência do grupo em trabalho contínuo - coisa sempre escassa para a Seleção Brasileira.


O que Dunga quer? - Um time elástico, capaz de aguentar bolada de um adversário agressivo e se expandir rapidamente, em golpes objetivos. O objetivo? - Fazer gol, ué.

Um time assim exige duas coisas: disciplina e forma física. Disciplina para não se açodar - pode não haver espaço por longos noventa minutos. Ou, o que vai acontecer daqui a pouco: o adversário não vai subir. Vai ficar entocado lá atrás, esperando o Brasil sair. Aí, vai fazer um gol e se entocar de novo.

Forma física pelo óbvio. Se o Técnico manda você ficar recuado e sair na carreira em direção ao gol quando pegar a bola em condições, precisa estar preparado para correr o tempo todo. E o tempo todo são noventa minutos.

Daí a supremacia de sujeitos velozes: Ramires parece um corredor de maratona; Kaká prescinde apresentações em suas carreiras com a bola; Robinho também é leve e Luiz Fabiano chega a ser superestimado por seus companheiros com sua capacidade de correr - e lhe mandam muitas vezes bolas longas demais.

O que lembra outras falhas, estas mais sérias: o time é destro. Vai muito pelo centro o tempo todo, atrás, no meio e na frente. E quando precisa de opções, só cai pela direita.

A exceção esquerda é o espantoso Lúcio. Faz alguns jogos, o Capitão observa e usa o vazio do Brasil pela esquerda. Como ninguém nunca vai lá, o adversário larga e Lúcio se aproveita.

Espantoso na melhora da qualidade de seu controle de bola, Lúcio lembra Dunga. Dois futebóis feios que aprenderam como funcionar.

Mario Avila também não é canhoto.


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