domingo, 26 de julho de 2009

Três blocos na rua.

Bom, não adianta ficar entusiasmado, eu já devia saber. Ninguém tem espírito de campeão nesse Campeonato.

Então, não dá para falar em time - depois de 14 jogos se formaram três blocos; ainda próximos, mas certamente indicativos.

O primeiro bloco tem dois times, o Atlético Mineiro - que não fez o dever de casa e não conseguiu disparar na frente - e o Palmeiras, hoje o mais consistente, agradece a bobeada do Galo que, no alto da tabela, conseguiu perder em casa... francamente. Muricy é um Técnico de muita regularidade e recebe um time que ganhou 8 jogos em 14, com 12 gols de saldo. As chances de o Palmeiras dar certo são enormes.

O segundo bloco vai do Vitória até o Santo André. Tem cinco paulistas: Corinthians, São Paulo, Santos, Santo André e o incrível Barueri - que consegue a proeza de ter levado 20 gols e ainda ter um saldo de 10. E tem um único carioca, o Flamengo. A maior parte desses times vai ficar por aí mesmo e as distâncias dos primeiros começa a aparecer: o Grêmio, oitavo, já está a 7 pontos de distância dos primeiros. 7 pontos são duas vitórias e um empate. É possível, mas já é chão.

Nesse segundo bloco, Vitória e Internacional podem aguentar se ficarem espertos: são 4 pontos dos líderes, uma vitória e um empate. Dá para encarar, mas Corinthians, Goiás, Barueri e Grêmio estão na cola; e, até aqui, apesar da média de 3 gols por partida, ninguém aproveita as vantagens que tem. O problema está fora de campo?

Por último, do Coritiba até o Náutico é uma tristeza só. Tomaram 170 gols e o saldo é de 55. Gols contra.

A 13 ou mais pontos da linha de frente, esses times do terceiro bloco devem ficar abandonados na lanterna e virar saco de pancadas: Coritiba, Botafogo, Cruzeiro, Sport, Atlético Paranaense, Fluminense e Náutico. Pode-se esperar algo do Cruzeiro e do Fluminense, mas os dois tomam gols demais e tem que reestruturar as defesas senão não há ataque que dê jeito.

Mario Avila está desapontado com a falta de senso de oportunidade.


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