quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Eu vi o que eu ouvi


Quinta-feira, São Paulo. Quero ir no Parque Antarctica ver Palmeiras e Grêmio. O melhor jogo até aqui. Não dá, o trabalho, o trânsito.

Vou comer um filé que ninguém é de ferro. Deve ter uma televisão ao menos.

Nádegas, reprisam o 3 a 1 do São Paulo sobre o Botafogo de ontem. Não entendo jornalista mesmo. Passam o tempo todo me assustando com a gripe do porco. Fecham as escolas por causa da gripe do porco.

E fecham o sinal da TV para 26 mil pessoas não terem escolha e irem ao estádio respirar juntas enquanto assistem ao porco.

E foi 1 a 1. Escutei no rádio, porque o rádio é a primeira e a última fronteira do futebol. Torcedor que se preza, ouve jogo no rádio.

O Palmeiras ganhou o primeiro tempo, o Grêmio ganhou o segundo tempo. Neste contexto, 1 a 1 para o Grêmio é muito bom.

Para me divertir, enquanto isso, o Barueri faz 4 a 0 e chega nos 37 gols.

E ontem, eu vi a torcida pernambucana do Náutico falar mais alto e ensinar brasileiro a torcer. Da união de sete letras mágicas nasceu um time que encanta. Não é verdade, mas é bonito.

Mario Avila não viu mas ouviu Palmeiras e Grêmio no melhor jogo do Campeonato até agora


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