quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Às moscas


Quarta-feira à noite. Exausto depois de um longo dia, desabo minha carcaça dentro de um táxi.

O carro corre, eu corro. O avião sai às onze. Chego antes. O aeroporto resta vazio.

Num canto, meu portão. Meia dúzia de gatos pingados esperam comigo o último avião. Amanhã, São Paulo espera com sua regular faca nos dentes.

Um expectante escarrapachou-se no banco e deixou as pernas de lado. Observa a televisão.

Um buraco de vidro, cheio de chiados e chuviscos. Lá dentro, o Botafogo joga contra alguém. Saberei depois que é o Emelec do Equador.

Sento-me perto do expectante, ele cochila. E de novo, essa sensação sobre a Copa Sulamericana me volta.

Uma tevê com o sinal ruim, um adversário qualquer, um cochilante num banco.

Saberei depois que o Técnico do Botafogo dirá algo como: vamos pensar primeiro no Vitória e decidiremos o time para domingo. Viajaremos com força total na segunda para o Equador.

O Botafogo, lá na rabeira, vai pensar no Vitória, que não perde faz uns bons quatro jogos e vai para o Equador com força total. Hum, sei.

Mario Avila acha tudo muito estranho



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