domingo, 5 de dezembro de 2010

Três Reis


Volto, algum tempo depois, ao futebol. Como aquele sujeito que dorme e acorda muito tempo depois, no filme do Woody Allen.

Onde estou? O que estou fazendo aqui? Eram os deuses astronautas? No que deu o Campeonato de 2010, depois da Copa, depois das Eleições? Leio que é o Campeonato de pontos corridos que nos deixou mais lerdos nas Copas. O time de 2002 é o último registro da Era de Ouro do Mata-mata. Discutível. Muitos de 2002 jogavam no exterior. Como contavam os pontos lá?

Mas não é esse o assunto. O assunto é a grande final de daqui a dez minutos. Que vai jogar o Campeão e os Aspirantes a Libertadores nas luzes da ribalta. E vai reduzir o brilho de mais um, em confronto direto.

Daqui a pouco, quatro nomes avançam e um será menos lembrado. É um jogo, não é um esporte.

Mario Avila acaba de voltar do mundo dos mortos.



eu gosto muito de futebol

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Meu time ganhou


Vejo o Brasil jogar. Leve.

Mano Menezes estreia com estratégia: esta Seleção é para 2014. A peneira é 2012.

Por isso mais jovem, mais leve, com um Robinho magro, menino, muito interessante.

Os Estados Unidos foram; mas um pouco bobos, meio largados, achei.

Se todos os perigos de gol valessem, teria sido 4 a 1 pra nós.

Não entendi muito bem a ressaca pós-Dunga. Uma outra Seleção. Renascimento. Como renascer de 70% de vitórias, com 20% de empates, da última vez que vi?

Sei, sei.

O melhor veio no final. A Companheira vem da cozinha: - Como é que é? O Pato passa pro Ganso?

Eu rio e respondo: - Agora só falta o Mano convocar o Pinto e o Marreco.

Mario Avila torce por Victor. E contra o Frango.

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sábado, 24 de julho de 2010

De Ijuí a Passo do Sobrado


Que o sujeito não muito esperto resolve ser jornalista todo mundo sabe. É falar umas coisas vagas - de preferência com palavras de muitas sílabas - e evitar tomar partido claramente. Baixa a margem de erro.

Ninguém muito esperto aceita um emprego onde você vai ter que falar de política e navegação espacial. De pesquisa no fundo do mar e balanço dos grandes bancos. E não sabe que pedaço do que você escrever vai de fato ser publicado.

Mas esse silêncio ensurdecedor sobre a pequena distância entre Ijuí e Passo do Sobrado espanta qualquer um.

Então, para suprir tão grave lacuna, lá vai:

De Ijuí a Passo do Sobrado são 302 km pela BR 287 - chamada Rodovia da Integração. Leva umas quatro horas.

Se você for pela BR 471, é um pouco mais longe. 331 km. Leva umas quatro horas e meia.

Mario Avila calculou antes a distância entre Ijuí e Passo Fundo.

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segunda-feira, 12 de julho de 2010

Um dia de fúria


Acabou, um mês depois, acabou. Se te dissessem que o resultado seria esse, você acreditaria?:

1 Espanha
2 Holanda
3 Alemanha
4 Uruguai
5 Argentina
6 Brasil
7 Gana
8 Paraguai

Três europeus, quatro sulamericanos e um africano. Faz sentido.

Assim como faz sentido o melhor jogador ser o uruguaio Diego Martín Forlán Corazo. Congratulaciones.

Do jogo de ontem, não falo muito. Parece que agora é sina de Copa do Mundo ter pancada no peito na final. A Holanda podia ter ido para jogar bola, teria ajudado bastante. Ficou tensa, o que foi inesperado depois da campanha que fez.

A final não foi boa e, infelizmente, coroou uma Copa do Mundo que não passará à história a não ser pelo título inédito da Espanha. Congratulaciones.

E pelo polvo.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Definitivamente eu não entendo mais nada


Eu já sabia o resultado de Alemanha e Espanha.

Tanto já sabia que nem parei para ver o primeiro tempo. Só assentei na frente da televisão no segundo tempo. Para comer um sanduíche, não para ver o jogo.

Claro que ia dar Alemanha.

E súbito, fico pasmo. A Alemanha não foi. Foram uns caras lá, vestidos de branco, correram, correram. Mas não faziam muita coisa.

O que ajudou a não acontecer nada. Porque os vermelhos da Espanha tocavam a bola para um lado e para o outro e chutavam a cada duzentos minutos.

Se não fosse a cabeçada de Carles Puyol, vindo de fora da área, com pontaria e força - quase um pontapé - não tinha era acontecido nada. Um porre.

Os jornalistas se dividiram em dois grupos: os que elogiavam a Alemanha e os que elogiavam a Espanha. Ninguém disse que o jogo estava um porre.

Os comentaristas que elogiavam a Espanha estavam muito felizes. Faz umas vinte Copas do Mundo que eles falam: a Espanha vem forte; este ano é da Espanha; a Espanha ganhou a copa da Europa; a Espanha começa com Es e termina com panha. Acabaram acertando.


Bom, ganhou a Espanha, que, ao menos, fez alguma coisa. Uma coisa, para ser mais exato.

E vão para a final dois europeus ainda não campeões do mundo. Não deixa de ser bacana. Mas a Espanha, na final... Definitivamente, eu não entendo mais nada.

Mario Avila acha que viu Mick Jagger na torcida da Alemanha.

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domingo, 4 de julho de 2010

Sete técnicos para a Seleção em 2014


Sete técnicos para a Seleção Brasileira em 2014, em ordem alfabética:

1 Carlos Caetano Bledorn Verri
2 Diego Armando Maradona
3 Dorival Silvestre Júnior
4 Joachim 'Jogi' Löw
5 Luis Antônio Venker de Menezes
6 Luiz Felipe Scolari
7 Marcelo Alberto Bielsa

Mario Avila sabe que futebol é olhar para a frente.

eu gosto muito de futebol

sábado, 3 de julho de 2010

O melhor time da Copa


Se a Alemanha vai ser ou não Campeã do Mundo em 2010 é uma conversa.

Que a Alemanha é o melhor time da Copa do Mundo de 2010 é indiscutível.

Ainda faltam dois jogos e o jargão lembra que jogo de Copa é jogo de Copa. As tensões, as histórias, os recordes, o peso das coisas das midias e das ansiedades dos torcedores, dos próprios jogadores - afinal, o jogador foi uma criança que assistia tenso aos jogos de Copa do Mundo - todas essas coisas valem diferente nesse Torneio. Jogo de Copa é jogo de Copa.

Faltam dois desses jogos para a Alemanha.

O que o time da Alemanha fez hoje contra a Argentina foi único: defesa sólida, contrataque veloz, meio de campo sábio: quando segurar, quando avançar; quanto tocar para a frente, quando tocar de lado. A palavra não é outra, é sabedoria mesmo.

Diferente do que houve ontem entre nós e a Holanda, hoje a Alemanha ganhou porque jogou melhor. Ontem, o Brasil errou, errou, errou e entregou o jogo. Três erros: Julio Cesar, zaga sonada e Felipe Melo. Hoje não, hoje a Argentina caiu sem erros. Perdeu porque o adversário era mais poderoso.

Podem dizer que o terceiro gol da Alemanha foi fruto de erro da defesa Argentina. Não foi erro: somos humanos, nosso espírito se cansa.

Ao fundo, um tango. Don Diego baixa a cabeça. Fim do jogo, abraça seus guerreiros: - Ei, garoto, qual o problema? É assim que a vida se dá, é assim que a vida é. Um homem de moral não fica no chão. Maradona faz tango virar samba. Mágico sempre.

E vou além: não adiantava termos ganhado da Holanda ontem. Dessa Alemanha, ninguém ganha este ano. Só, como fez o Brasil ontem, se a Alemanha perder para si mesma. Sem errar, o Campeão tem nome.

Nos últimos minutos, Klose faz o quarto gol e dá uma cambalhota. Seu décimo quarto em Copas e se aproxima de Ronaldo, o Fenômeno. Klose e Ronaldo juntos: isto não é coincidência.

Definitivamente, o século XXI começou com esses dois Campeões: o Brasil de 2002 e a Alemanha de 2010. Olhem bem esses dois times e aprendam. É esse o futebol do futuro.

Mario Avila sabe que o novo sempre vem.

eu gosto muito de futebol.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Meu time perdeu


Have imperator, morituri te salutant!, registrou Suetônio há dois mil anos.

Escrevo estas mal traçadas com treze minutos do primeiro tempo. Olho a cara dela, a Holanda não é mais aquela. Recuada, tensa, já tomou um cartão do Juiz e um esporro do Robinho. Que, aliás, já fez um gol.

Contraria a expectativa de nós todos. Ainda faltam uns oitenta minutos, mas que é estranho a Holanda entrar assim, isso é. Se tomar o segundo gol no primeiro tempo, já era. E, vou falar grosso, se passar hoje, vamos para a final, com todo respeito por Uruguai e Gana.

Depois do gol, o jogo melhora. A Holanda avança e marca no campo de ataque. Lúcio comete seu primeiro erro na Copa. Falta. A Jabulani vai longe, longe.

O jogo está para o Brasil. Jogar em desvantagem no início do primeiro tempo é muito ruim. Qualquer peladeiro sabe.

O gramado está espantosamente feio e o Brasil espantosamente canhoto. Isso apaga um pouco Kaká e confunde as expectativas holandesas.

Meu time é superior, visivelmente. O Juiz não está à altura, meu time percebe e para de se preocupar com as pancadas holandesas, reclama pouco e avança, avança, avança. A defesa da Holanda abre a caixa de ferramentas.

Vai o primeiro tempo para o fim, a Holanda fez uma jogada boa, longa bola enfiada pela direita e só. Perdi a conta da ofensividade brasileira.

Li hoje de manhã que Dunga é muito querido pelos brasileiros. Havera de não ser. Campeão do Mundo, Capitão do Brasil. Sério e, ainda por cima, caçado pela Grande Imprensa. Uma mistura de campeão e mártir. Perfeito. Parece o Lula.

O camisa 11 da Holanda se joga. Falta. Um cruzamento da direita e a primeira falha de Julio Cesar. Gol bobo da Holanda.

Onze do segundo tempo, lá vamos nós de novo. Continua o mesmo jogo, Brasil melhor que Holanda, que erra passes e tudo e fez gol em nossa falha.

Há uma coisa da qual gosto muito no meu time: não ri quando perde gol. Perder gol é coisa muito séria. Time que ri depois de perder gol acha o que engraçado?

Não adianta: a defesa dorme de novo e a Holanda faz dois. Felipe Melo perde as estribeiras de novo e o Brasil joga com dez. Dunga não tem escolha, agora é atacar. Vem Nilmar para cima.

Dez minutos. Dez longos minutos antes de morrer. Três escanteios seguidos a nosso favor. Cada bola longa é uma tristeza, cada segundo, um sofrimento. Como torturar milhões simplesmente fazendo nada, é a tortura holandesa.

Quatro minutos. O Brasil esqueceu que é um time destro. Maicon, livre, se lamenta. Os contrataques holandeses fazem frio nas barrigas. Pô, meu, jogando com dez. Insistimos muito pelo meio. Os holandeses fazem um paredão alaranjado na cabeça da área. Lucio faz o que sabem os maduros: cava uma falta.

Dois minutos, Daniel Alves assoa o nariz, chuta na barreira.

Um minuto, a Holanda empata o duelo de clássicos em dois a dois. A placa levanta três minutos.

Três minutos. Uma tristeza triste entristece meus jogadores, entristece meu sofá, entendo que entristece a África inteira.

Achei que íamos sair da copa tungados. Não foi preciso, erramos, somos mais responsáveis pelo resultado que a Holanda. O que vamos fazer? Um gol e ir para a prorrogação com dez?

É, já foi, a Holanda quase faz três. Meu time perdeu.

Pronto. Os detratores terão o que pediram, finalmente. A cabeça de Dunga em uma bandeja de prata. Regozijem-se, pois.

Mario Avila está muito triste hoje.

eu gosto muito de futebol

terça-feira, 29 de junho de 2010

Cenas dos próximos capítulos


Holanda 7 x Brasil 8
Uruguai 6 x Gana 4
Argentina 10 x Alemanha 9
Paraguai 3 x Espanha 5

Portanto, os próximos jogos serão:

Brasil x Uruguai

Argentina x Espanha

Mario Avila sabe tudo de profecias. Inclusive que elas são uma arte inútil.

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segunda-feira, 28 de junho de 2010

Meu time ganhou


Diante de uma Seleção Brasileira reconhecidamente perigosa, com cinco gols nos três jogos iniciais. Com histórico sistemático de vitórias sobre o Chile. Com a clara sombra da vitória adversária sobre a própria cabeça. Ainda assim Bielsa fez o que ninguém faria.

Escalou um time agressivo, com tática agressiva e agrediu sistematicamente.

Seus jogadores não tem a categoria necessária para um jogo tão veloz. Dominam mal e chutam pior.

Mas isso não mudou nada. O Chile veio altivo, bravo. E altivo e bravo, caiu.

Caiu de pé. Orgulhoso.

Dentro de campo, a coragem de Suazo; fora de campo, a santa loucura de Bielsa.

Viva o Chile! Viva Bielsa!

Mario Avila gosta muito de quem tem coragem.

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domingo, 27 de junho de 2010

Ganha é quem faz mais gol


Foram quinze gols em quatro jogos.

Quase quatro por jogo.

A média da primeira rodada foi um e meio. O que foi que houve?

Foi que houve que virou Torneio. Filme do Van Damme. Morreu, vai embora.

Morreu acabou. E daí goleiros não podem falhar. Vejam Muslera e Jung Sung-Ryong; James e Neuer.

Até aqui tudo bem, disse o suicida ao passar pela janela do sétimo andar.

Uruguai e Gana. Alemanha e Argentina. Gana passa? Alemanha e Gana? Uruguai e Argentina?

É um Torneio. Ganha é quem faz mais gol. Uruguai e Argentina.

Mario Avila adora bolão.

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sábado, 26 de junho de 2010

Meu time empatou

Meu time empatou ontem contra um Portugal que jogou feio e não facilitou nada.

Defeitos? Houve. O banco não sabe jogar junto e o banco é mais pesado que os titulares. Isso preocupa. Eu falei que tinha que levar o Ganso, eu falei, eu falei.

Nada mau o primeiro tempo, ainda assim. Julio Cesar e Lucio jogaram um partidão. E Nilmar mostrou a que veio.

Copa do Mundo sem Plano B sempre preocupa. Os jogos são muito perto uns dos outros, as partidas são sempre puxadas, os juízes não costumam dar moleza.

Se você for de reserva na Copa do Mundo não sofra: suas chances de jogar são altas.


Empatou e fechou em primeiro na chave. Fez sete pontos, junto com o Uruguai. E atrás da Holanda e da Argentina, que ganharam as três. A Holanda vem de uma chave fácil, a Argentina também.

Fizemos cinco gols e tomamos dois - nada mal.
E acabou conveniente: Chile segunda-feira.

Aí sim, se passarmos, vem jogo de gente grande: a Holanda deve ganhar da Eslováquia e, se passarmos pela Laranja, deve vir o Uruguai. Lá na frente, Maradona pisca o olho.


Mas isso é outra história.


Mario Avila sabe que, de agora em diante, é ganhar um jogo de cada vez.


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sexta-feira, 25 de junho de 2010

Zebra? Que zebra?


Então ficou assim:

Certamente haverá três times europeus nas quartas de final. Afinal são seis times de lá em confronto direto: Espanha, Alemanha e Holanda; Portugal, Inglaterra e Eslováquia.

A Eslováquia está cheia de eslovacos que falam eslovaco. Fica do lado da Ucrânia.

Haverá certamente um sulamericano: Brasil ou Chile.

Em outros termos, dos oito futuros quartefinalistas, já sabemos de metade. Com os outros quatro jogos, Matemática e apostas: 37% de Europa, 31 de América do Sul, 12 de Ásia, 6 de África.

O curioso é as três Américas somarem 44% de chances no Torneio. Não há zebra nenhuma nesta Copa: Europa e América do Sul somam 68% do quadro. Europa e América do Sul. O que há de imprevisto?

A Itália e a França terem ido mais cedo para casa? Isso nem de longe muda o quadro. O Campeão do Mundo vai sair de onde sempre saiu.

Mario Avila detesta estar sempre certo.

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quarta-feira, 23 de junho de 2010

A quantas anda?


Estão classificados um da Ásia, um da África, três da Europa e sete - eu disse sete - das Américas: um do Norte, um do Centro e cinco do Sul.

Estão desclassificados quatro da África, quatro da Europa, um da Oceania, um da Ásia e um das Américas.

Tem chances: Japão, Dinamarca, Itália, Nova Zelândia, Eslováquia, Portugal, Espanha, Suíça e, mesmo que remotas, Costa do Marfim - para as últimas quatro vagas.

Oito jogos em dois dias e vamos ter os dezesseis que vão morrer te saúdam. Arena!

Mario Avila gosta muito de filmes no Coliseu.

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segunda-feira, 21 de junho de 2010

Honduras! Honduras!


Três e vinte da tarde.

Vou até a Wiki: "Honduras é um país da América Central, limitado a norte pelo Golfo das Honduras, a norte e a leste pelo Mar das Caraíbas (por onde possui fronteira marítima com o território colombiano de San Andrés e Providencia), a sul pela Nicarágua, pelo Golfo de Fonseca e por El Salvador e a oeste pela Guatemala. Sua capital é Tegucigalpa. A palavra Hondura vem do espanhol e significa "profundezas" (do singular honduras), em referência às águas profundas no litoral sul do país."

Honduras, para mim, é o único país americano que não vai passar para a próxima fase.

A não ser que bata a Espanha daqui a pouco. E arrume um jeito de abrir o ferrolho Suíço daqui a uns dias.

Aí, junta-se aos outro sete americanos que vão para o Torneio da Morte. Que é de fato a Copa do Mundo. Esses jogos de agora são aquecimento.


Mario Avila é Honduras desde criancinha.

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domingo, 20 de junho de 2010

Meu time ganhou


Rapaz, torneio é um negócio que deixa a gente nós todos muito tensos.

Suponho que seja isso e sob isso que a Costa do Marfim jogou hoje.

Jogou e bateu. Havia mesmo a desconfiança curiosa do que aqueles gigantes fariam. Como ia ser parar o Brasil com força.

E que força. Ao ponto de tensionar o arco e garantir o descanso merecido de Kaká contra Portugal, paciência esgotada. E garantir o descanso de Elano, que levou uma solada tenebrosa.

O meu time, contra Portugal, vai ter a única uma chance única. Testar um segundo time. Argentina e Holanda podem dar-se o mesmo luxo.

Lá na frente, olham para nós Holanda e Paraguai. Lá na frente.

Agora, é descansar. E montar um time mais leve. E mais canhoto.

Mario Avila descobriu que torce para um time de handball

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sexta-feira, 18 de junho de 2010

Sejamos americanos, cadê?


Uruguai e México. Argentina.

Estados Unidos.

Paraguai.

Brasil. Chile.

Todos americanos. Todos bem na fita.

Mario Avila observa o futebol americano.

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terça-feira, 15 de junho de 2010

Meu time ganhou


A Copa do Mundo só começa mesmo quando seu time joga.

A televisão mostra uma gigantesca mancha amarela. Brilhante. A cabeça de Maicon acima da mancha amarela, emocionado, Capitão Nascimento.

Um chute quase impossível depois da enfiada de Elano. A bola obriga Ri Myong Guk a uma escolha terrível: largar dez certos por noventa duvidosos muito mais prováveis. Faz noventa graus.

Ele escolhe os noventa. Maicon chuta de três dedos. É logo depois disso que surge a mancha amarela.

No meio dela, homem sério, Robinho passou o pé sobre a bola e entendeu o jogo.

De manhã, os fortes da Costa do Marfim deram trabalho a Portugal. Não acredito que os dois times vacilaram e empataram numa chave dessas. Ainda mais que a Coréia do Norte fez um gol na gente. Vai ser engraçado se tiver mais um empate entre os outros três. Meu time já ganhou uma e tem um gol de saldo.

Quem fez gol perdeu. Quem não perdeu não fez gol. Nada mal.

Mario Avila sabe que isso não vai dar certo.

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sábado, 12 de junho de 2010

Começou


Mais uma Copa. Eu tinha cinco anos quando vi a primeira, em 1970. Lembro dos foguetes depois do último jogo. E lembro de minha mãe dizendo que fiquei rígido, com o braço levantado, enquanto o Brasil ganhava. Não lembro de quem.

Agora, agora hoje, agora, tem jogo. Argentina e Nigéria. O último jogo de verdade que vi foram dois: Atlético Mineiro e Santos, ainda em maio, com vitória do Santos por 5 a 4 nos dois jogos. Os dois, recém Campeões estaduais.

Ontem, foram empates chochos, fora o belo gol da África do Sul. Achei que a França ia bater o Uruguai - afinal, joga handball - mas não, foi 0 a 0 mesmo.

A Argentina fez 1 a 0 no primeiro tempo. Messi joga muito bem, mas a Nigéria tem um
Enyeama que faz lembrar a promessa não realizada da Grande Escola de Goleiros Africana.

Começa o segundo tempo. Algo me diz que a força africana vai pesar agora, e contrariar a promessa de uma Argentina já classificada.

Quarenta minutos depois, eu olho a cara dela: a Nigéria não é mais aquela. Muitos passes errados e principalmente muitas finalizações erradas. Valeu pelo duelo entre Messi e
Enyeama.

De tarde, vejo outro empate numa Copa até aqui monótona. Estados Unidos 1 a 1 contra a Inglaterra. E vi o primeiro frango, do goleiro inglês. That's all, folks.

Mario Avila não vê um bom jogo desde Santos e Atlético Mineiro.


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quarta-feira, 5 de maio de 2010

Manga voltou


Eu tinha dez anos de idade quando o Cruzeiro e o Internacional decidiram a final do Campeonato Brasileiro de 1975.

Era bem menino, e aquelas duas camisas eram a coisa mais impressionante do mundo; cada uma com sua impressionância.

Aquela camisa vermelha do Internacional, os Diabos Gaúchos. Figueiroa, Falcão e Bicudo.

E a camisa mais bonita de todas até hoje. Aquele azul vivo do Cruzeiro. Com as estrelas no peito. Eu poderia jogar pedra no padre por uma camisa daquelas.

Claro que eu era Cruzeirense. Claro que eu torcia apaixonadamente. Aos dez anos, futebol é paixão pura. Depois que a gente cresce, descobre que futebol é paixão pura.

Não me avisaram, inocente, que aquele Internacional era o Rolo Compressor quase invencível. Vinha de uma campanha temível. Não que o Cruzeiro fosse ruim. Raul, Palhinha, Piazza, Batata e Nelinho podem ser escalados hoje sem problema algum.

Mas o Inter era uma máquina mortífera. Fez um a zero e fechou, como só os gaúchos sabem fechar. E o Cruzeiro chutou muito. Especialmente Nelinho.

Mas havia, lá atrás, um Monstro Pernambucano. Ailton Correia Arruda. O Manga. E tudo o que Nelinho fez de certo, Manga anulou.

Meu coraçãozinho sofreu muito no segundo tempo, vendo Manga fechar, fechar e fechar o gol do Inter. Nunca mais torci pelo Cruzeiro. Mas aprendi o que um goleiro bom é capaz de fazer. Fui ser goleiro.

Manga voltou para o Brasil esta semana, depois de muito tempo no Equador. Vai trabalhar no Inter. Não é pouca coisa.

Mario Avila tem saudades de quando era criança e não sabia nada de futebol.

eu gosto muito de futebol.


sábado, 24 de abril de 2010

Quarta-feira, 5 de maio de 2010


Das nove horas e cinquenta minutos da quarta-feira dia cinco de maio de 2010 em diante ninguém dorme nesta casa.

Os Estaduais já se foram, o Brasileirão ainda não começou.

Internacional, Cruzeiro, São Paulo, Corinthians e Flamengo. Tudo ao mesmo tempo agora, no jogo de volta da Libertadores - que, agora sim e pela primeira vez no ano, vai tomar tamanho.

Cereja do bolo, na mesma hora, pela Copa do Brasil, tem Grêmio e Fluminense; e tem Atlético Mineiro e Santos. Também jogos de volta.

Mario Avila acha que vai faltar foguete.

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quinta-feira, 22 de abril de 2010

Suddenly I see


Um monte de jogos.

Eu vejo Fred, em carreira, voltar antes da bola para trás e bater. Gol.

Eu vejo Giuliano virar sem espaço nenhum e bater do lado para o mesmo lado. Gol.

Eu vejo o invulnerável Roberto Carlos bater de primeira a uns cinquenta metros de distância. Pau.

Lá no fundo, eu vejo os Meninos da Vila, rilhando os dentes fixamente para Wanderley Luxemburgo. Luxemburgo finge que não é com ele e tece uma rede. Pau.

Mario Avila anda vendo muita coisa ultimamente.


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domingo, 18 de abril de 2010

Que Campeonato vale mais?


Será que a derrota de hoje para o Santos fará diferença no futebol do São Paulo?

Afinal, o futebol do São Paulo tem diante de si o grande Torneio Internacional Libertadores da América que, como se sabe é, no coração do Torcedor, o torneio mais importante de todos os torneios.

O Torcedor adora acordar de manhã, depois de ganhar do Emeleque do Equador e zoar com a cara de seu vizinho equatoriano, que mora ao lado.

E acordar de novo de manhã, na semana seguinte, depois de ganhar do Universidad Catolica, e zoar com a cara de seu vizinho chileno, que mora em frente.

A grande pergunta depois do bem dado 3 X 0 do Santos em cima do São Paulo, era essa.

Bobagem, bobagem, bobagens.

O Dinheiro, sabem, deve gostar da Libertadores - vitrine internacional, grandes transações, big business.

Torcedor gosta é de futebol. Um Jogo que tem como uma de suas partes mais importantes e divertidas zoar a cara de alguém.

Todo mundo sabe disso.

E finge que importante mesmo é ver o Jogador lá longe, num lugar frio, fazendo gol em um Goleiro com o nome cheio de consoantes.

Mario Avila definitivamente é um ignorante.



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sábado, 3 de abril de 2010

Um minuto de silêncio


Fico uns dias sem postar.

Espero o novo. Sabem como é: você vê um passarinho nascer e começa a olhar para os ovos com outros olhos.

Mas não: de novo mesmo, só o Santos. Que continua o rebolation. Agora com direito a estauta.

O São Paulo vai colhendo seus caraminguás, tomando calor do Corinthians. O Palmeiras parece que procura um matador, e falam no argentino Ernesto Farías; enquanto Jorginho segura o Goiás em quinto, a um ponto do G4.

Em Minas, começa hoje o G8 - Cruzeiro e Uberaba; Ipatinga e Tupi. Amanhã, Villa Nova e Democrata; América e Atlético. O previsível, até aqui.

No Pernambuco, u-hu!, vai dar Sport, Náutico, Santa Cruz e Cabense. Cabense! Cabense!

No Rio, os clássicos Flamengo, Fluminense, Botafogo e Vasco.

Do Botafogo falaria melhor Armando Nogueira.

Mario Avila faz um minuto de silêncio.


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