sábado, 13 de junho de 2009

Futebol de praia

Eu gosto muito mais de futebol de praia. A bola é mais alçada, o controle é mais exigido. Jogador que joga muito na praia alça mais a bola. Nada daquelas linhas retas que fizeram a nossa alegria em 2002.

O melhor exemplo disso foi o quase gol do Botafogo nos 30 do primeiro tempo: cruzamento de Lucio Flavio, linda bola de cobertura de Fahel e Fabio Eller tira no último instante. Bola alta, bola alta, bola alta. É mais bonito.

Assim, Botafogo e Santos tinham tudo para deixar o torcedor feliz hoje. Ledo engano. Uma combinação desastrosa aconteceu no Engenhão: o Botafogo é um time com técnico, mas lhe faltam talentos individuais. O Santos até tem alguns talentos, mas o técnico Mancini não foi, e time sem técnico é só um monte de gente correndo.

O resultado foi justo, venceu o melhor conjunto. Ainda que sem brilho, o Botafogo chutou, chutou e chutou. Bola pra cima, bola pra fora, bola fraca.

Como o Santos nada fez e quem não faz leva, no segundo tempo, o esforço sistemático do técnico Ney Franco e sua limitada equipe renderam dois merecidos gols, bem no final do jogo.

O que vi não mostra nenhum campeão: o Botafogo precisa de mais elenco e o Santos, de uma estratégia. Nenhum dos dois vai muito longe desse jeito, e a mexida da tabela depois dos jogos de amanhã à tarde vai confirmar o que digo. Para meu desgosto, que prefiro muito mais o futebol de praia.

Mario Avila fica chateado quando o futebol de praia não funciona.



Nenhum comentário:

Postar um comentário